Espinho
Você,
Espinho na minha carne, inflama,dói, mas não me destrói.
Deixando- me padecer, sofrer meus dias de pagas sem tréguas, qual noite sem fim.
Nem ao menos, um raio de sol se quer uns resquícios de luminosidade para dar sentido tão incerto no momento.
Sou um grande perdido sem leme da noite sem fim, buscando quem sabe o caminho que me leva-a mim.
Sou pior que não um merecedor também muito além, de que vem em busca do remédio para a cura da alma em nome do bem.
A marca de alguém é peculiar a alguém, ninguém sabe o sentimento da dor de ninguém sabe o, sentimento da dor de ninguém.
A dor vem dos genes, tão genética que somente o portador pode identificar inox orável e intra-sofrível.
Tão devastadora quanto à morte, assola, aniquila, para depois renascer isento, livre e quitado com seus débitos.
Dor espinho na carne, como tudo tem seu tempo inflama, dói, chegando um dia seu alento.
Desconhecido.
Angélica.
20/04/2003

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